segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Falando (mal) do trabalho dos outros*

*Talvez vire uma série, mas explicando melhor, uma vez eu quase apanhei da Fabiana por que eu disse que o trabalho do sociólogo é, ao final, falar mal do trabalho dos outros. É claro que críticos de arte, comentaristas econômicos e de futebol, comentarista de costumes (moda etc.), e vários outros profissionais fazem isso bem mais descaradamente e com resultados às vezes mais engraçados e certamente mais bem pagos. Mas a provocação é que falar mal do trabalho dos outros é necessário - quando se tem alguma razão, a ciência, o universo e tudo o mais progridem - não só pra sociólogo, mas pra qualquer situação que eu consigo pensar agora que envolva debate e comparação de posições. Por isso tendo a simpatizar com quem torpedeia dogmatismos e/ou faz ver a nudez dos poderosos (e dos súditos), mesmo sem técnica nem elegância. Mas também com quem domina a arte do guerreiro zen: Stanley Fish comenta a psicologia comportamental e a tortura

2 comentários:

  1. Uia! Explica direito, né, Edu? Enfezei porque você resolveu dar esta definição em resposta a pergunta da Ju, que estava com uns sete ou oito anos, e queria saber o que um sociólogo fazia. Sem ser neste contexto, até que te dou (alguma) razão. "O rei está nu!" é sempre uma revelação :-)

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  2. Ótimo mesmo o artigo do Fish. E sabe que em alguma das aulas do Nascimento da Biopolítica, o Foucault fala do behaviorismo? E é pra se pensar que ele marque a mudança epistemológica que modifica o objeto da economia, transformando-a em "estudo do comportamento humano". Pelo viés da racionalidade econômica e dos interesses, mas ainda assim, o que está em foco é o comportamento humano. Aliás, é pra se pensar o que acontece com essas disciplinas "práticas" (applied)...

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