terça-feira, 15 de setembro de 2009

São Paulo afunda

Quem mora em São Paulo há muito sabe que basta o menor sinal de chuva para que a cidade pare completamente. Carros, ônibus, trens, metrô, tudo para. E não é segredo pra ninguém que as causas disso sejam demasiado humanas.

As perspectivas não parecem das melhores quando vemos que um dos maiores projetos para a cidade é o desmatamento total das margens do Tietê, e a construção de mais duas pistas para os carros na Marginal. Aliás, é de se perguntar se todos os bilhões investidos nos últimos anos nas obras do rio serviram pra alguma coisa...

Em meio ao caos da última terça-feira, o governador pediu aos paulistanos que rezem. Já o prefeito, que cortou em 20% as verbas da limpeza municipal, garantiu que a culpa da enchente é dos cidadãos, que jogam o lixo em qualquer lugar (o que é realmente verdade, mas ninguém se preocupa em tentar explicar essa atitude por parte dos moradores da cidade - que nutrem com ela uma relação mais de ódio do que de amor).

Recorrendo um pouco à história da cidade, e às teorias de Henri Lefebvre, José de Souza Martins, em seu artigo semanal para o caderno Aliás, do jornal O Estado de São Paulo, escreveu a respeito do assunto enchente no último domingo.

O Caos Cíclico das Águas

Um comentário:

  1. Honestamente, eu já não gosto de uma justificativa fundiária de 1850 para apresentar um problema urbano do presente. Que tem lá seu princípio, até pode ser, mas a cidade não é só isso. Tem desenho, escolha. E talvez seja isso que falta. Em suma: em 150 anos de depredação urbana, cadê a voz dos urbanistas?

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