terça-feira, 18 de maio de 2010

Delicadeza (2)

Já faz algum tempo que a Maria Rita Kehl aborda o tema da Delicadeza. Neste texto, publicado em O Estado de São Paulo no último sábado, ela volta ao tema para tratar de São Paulo, esta cidade que, cada vez mais, adere à grosseria e à brutalidade. E nos convida a procurar, em meio a tanto cinza e falta de vida, a delicadeza perdida.

Não por acaso, o começo do seu texto é um convite benjaminiano à interrupção do tempo, ao abandono da ideia deste como um progresso linear e contínuo (ecos de Benjamin aparecem também no parágrafo em que ela cita Baudelaire). Talvez seja isso mesmo que precisamos, parar o tempo para podermos enxergar novamente aquilo para o que ficamos cegos. Afinal, para ver delicadeza, é preciso também um olhar cuidadoso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário